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Fiscalização
e pesquisas eleitorais polarizam debates no Diálogo Brasil
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Brasília
- “A Justiça Eleitoral ainda não conseguiu monitorar
os instrumentos das pesquisas de opinião pública que são
utilizados para distorcer o processo eleitoral”, afirmou
o consultor político Gaudêncio Torquato, no programa
“Diálogo Brasil”, apresentado na noite de ontem pela
TV Nacional, em rede com a TV Cultural de São Paulo e a
TV Educativa do Rio de Janeiro. O programa é gerado
semanalmente para mais 822 pontos de transmissão no país
e será reprisado no sábado.
Para o consultor, o marketing político tem afastado o
eleitor do processo político ao padronizar as campanhas
em todo o país, mas, mesmo assim, o eleitor brasileiro
sabe
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distinguir uma
promessa mirabolante de uma promessa viável.
O publicitário Paulo Tarso discordou da afirmação e ressaltou que o
marketing é um eficiente instrumento de divulgação do político e de
seu programa de governo. Para o professor Marcus Figueiredo, um bom
programa eleitoral, que saiba conciliar emoção e razão, pode prender a
atenção do eleitorado e definir o resultado de uma eleição.
Paulo de Tarso destacou que o Brasil possui uma legislação eleitoral
bastante sólida, mas ressalvou que questões como o abuso do poder econômico
e o direito de reposta dos candidatos ainda podem ser aperfeiçoadas. Em
entrevista apresentada na abertura do programa, o também publicitário
Nelson Biondi sugeriu que o Tribunal de Contas da União deveria
fiscalizar o cumprimento das promessas de campanha feitas pelos
candidatos.
Para o professor de Ciência Políticas Marcus Figueiredo, que participoi
do programa nos estúdios do Rio de Janeiro, “nenhum candidato é eleito
por suas promessas de campanha, mas por um programa de intenções que
pode ou não ser realizado”. Ele acrescentou que o eleitor brasileiro
tem plena consciência de que a campanha política é um jogo de intenções
e sabe diferenciar o que é proposta de governo do que é simples “bla-blá-blá”.
22/07/2004
Mauricio
Cardoso
Repórter da Agência Brasil
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